Mostrando postagens com marcador diálogos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diálogos. Mostrar todas as postagens

Cold Hearted

domingo, junho 01, 2014

- I just need one second - he said.
I laugh. He always needed more time. That's why he was always late for everything. I didn't care anymore after a while. He left the bedroom and stopped three steps away from me. I stared at him. The tuxedo, the smile, the hair pointing to different directions. He was perfect. I smiled. My heart skipped a beat. Somehow he noticed that, 'cause he came closer and held me.

- Is everything ok? - he asked.
I felt his cold breathe.
- How could it not be? You're here. And look at you! Perfect.
- Don't be such a liar!
- I'm not lying, you idiot.
I punched him on the shoulder and walked away. He grabbed my wrist and my whole body frozed. His touch was so powerful!
I turned around to face him. He opened that big and perfect smile, with all his teeth on display.
- Damn you! How do you do that? - I screamed.
- Do what?
- This weird effect over me. That's completely unfair.
- It's not. You have the beauty, the smell, the amazing laugh. I have the effect. Fair enough.
I laugh again.
- I love you, did you know that?
He did a surprised face.
- Actually, I didn't.
- I don't say that much.
- I noticed.
- But I'm saying now.
- And I love you hard. I love you so much it hurts me. Do you wanna hear that again? 'Cause you know, unlike you I have a heart.
- Hey! Don't be like that just because I'm not a big fan of public displays of affection.
- I'm sorry. My little cold hearted girl.
- Don't call me that!
- Come on! It's cute.
- Right.
Now it was his turn to laugh at me.
- We should go - he remembered.
- Wait. Just another thing.
I came really close to his ear and whispered.
- Someday I'm gonna tell our kids how much I love you. And when that day comes, I promise you I'll be so freaking sweet and romantic you'll have instantaneous diabetes.

He did a really angry face when I said that. I started to worry. He grabbed my arms and didn't said a thing until we were in the car on our way to the big wedding night. Then, he just couldn't stop laughing. And I knew right there that despite my cold heart, I would always have his warmth.
Apenas aproveitando o surto de criatividade pra postar algo, mesmo que seja em inglês. /feliz /virado /rei

Uma pequena divagação sobre o amor

sexta-feira, agosto 23, 2013

Posso te dar uma dica? Lê esse post escutando James Morrison, I Won't Let You Go. Deu play? Então vai, entra na história! /feliz
- Vem, vamos dançar - ele diz se levantando.
- Nem pensar! Não quero.
- Não quer ou tem medo do que os outros vão pensar?
- Hm... - eu hesito.
- Anda, vamos - ele diz e estende o braço na minha direção.
- Certo - digo apertando sua mão e ele aperta a minha de volta, me transmitindo segurança.
Ele me carrega até a pista de dança onde uma música lenta e suave começa a tocar. Coloca a mão em minha cintura e eu enrosco os braços em seu pescoço. Damos algumas voltas completamente mudos pelo salão improvisado até que eu quebro o silêncio.
- Ouvi você e seu pai conversando ontem. Sabe, sobre você não querer se apaixonar e tudo o mais...
- Eu não disse isso. Disse que não estava pronto.
- Certo.
- Você não entende.
- Realmente.
- Não posso entrar nisso agora. Não vou te fazer sofrer.
- Você não sente nada por mim, apenas admita e evitamos todo o sofrimento.
- Isso não é verdade.
- Prove.
- Não posso.
- Então é verdade.
- Deus! Como você é teimosa.

- E você um tremendo mentiroso.
- Ei, olhe para mim. Eu não posso me apaixonar agora. Entende isso? Eu tenho medo de sumir daqui a alguns meses e te deixar sozinha, decepcionada.
- Não pode se apaixonar agora? Que tipo de pessoa consegue freiar o amor? Ou até mesmo dizer a ele quando pode chegar? Amor verdadeiro simplesmente chega a hora que quer, se instala da maneira que preferir e antes que você perceba ele está ali se misturando com o que você é, com a sua essência. Ele faz parte de você, é involuntário como as batidas do coração.
- Você é maluca.
- Por que?
- Essa sua concepção ridícula de amor.
- Ah é? E qual é a sua?
- Primeiramente, amor verdadeiro? O que é isso? Uma subclasse do amor? Não tem dessa de verdadeiro ou falso. É amor mesmo com todas as suas peculiaridades e ponto. Depois, que tipo de amor é esse que chega do nada, mudando tudo o que vê pela frente? Se chega tão rápido assim, vai embora mais rápido ainda e não é isso o que eu quero. Quero algo que dure para sempre, entende? Como um fogo que nunca se apaga.
- Você é ridículo, não sabe o que está falando.
- É claro que você iria bater o pé - reclama ele.
- E você não aceita que está errado.
- Porque não estou! O que você acabou de descrever é paixão, não amor. E acredite, tem uma enorme diferença entre os dois.
- Me explique então, já que você é especialista no assunto - digo, irônica.
- Amor não é esse sentimento insano que chega rasgando seu peito após algumas trocas de palavras e te faz ter vontade de fugir pelo mundo com alguém. É algo lento, um processo dos mais complicados. Ele se constrói em cima de alegrias, tristezas, defeitos e qualidades.
- Talvez você esteja certo.
- Como é que é? Você está dando o braço a torcer?
- Não!
- Está sim. Que orgulho!
- Cala a boca.
Ele dá um risinho debochado e olha nos fundos dos meus olhos. Ele está tão certo! Argh, como eu odeio admitir isso. Odeio mais ainda saber que o que eu sinto por ele é exatamente essa coisinha que ele acaba de descrever perfeitamente.
- Talvez eu te ame - ele sussura no meu ouvido, um segundo antes da música acabar e sorri.
- Talvez eu te ame também - digo sorrindo de volta.

Um salto do precipício

terça-feira, abril 30, 2013

"- Não solta da minha mão - eu disse para ele. Ele deu um sorriso debochado e respondeu:
- Larga de ser medrosa! É só uma roda gigante e estamos parados. Abre os olhos vai, vê como é linda a cidade daqui de cima.
- Não quero. Eu vou cair.
Apertei mais ainda sua mão, enquanto ele ria do meu pânico de altura. Minha curiosidade venceu o medo e eu abri um dos olhos. Realmente, a cidade era mais bonita dali. Abri o outro olho e vi lá em baixo um festival de luzes, pessoas do tamanho de formigas andando tranquilas pela beira da praia. O banco onde estávamos deu uma leve balançada e eu fechei os olhos rapidamente. Ele colocou os braços ao redor da minha cintura e sussurou:
- Eu estou aqui. Pode abrir, eu te seguro."
Abri novamente os olhos. Era incrível a confiança que aquela voz me passava. Ele poderia dizer "Pula daqui que eu prometo te segurar" e eu faria sem medo algum. Eu era uma idiota por me sentir assim. Por amá-lo mais do que o necessário. Por sentir todos aqueles arrepios quando estávamos juntos.

Maior do que o medo de altura, era meu medo de me apaixonar. Relacionamentos sempre me apavoraram. Durante toda a vida, a um mero sinal de maior proximidade, intimidade ou algo mais forte do que um simples "gostar", eu logo fugia. Sentir nojo de alguém só porque eu começara a conhecê-la mais profundamente era extremamente comum até que ele apareceu e me bagunçou. Ele tumultuou tudo dentro de mim, confundiu minha cabeça, os meus medos, os meus sentimentos, os meus sonhos, a minha vida.

Não tenho certeza se isso foi bom. Eu saltei de ponta-cabeça e bem, eu não sei se ele vai estar lá para me segurar. Nada é certo na vida, nem mesmo ela própria, mas foi um risco que eu escolhi correr. Por ele, por mim, por todas as borboletas no meu estômago, por tudo que podemos ser. E seremos, eu espero.
Bem, textinho meloso inspirado na frase "Não solta da minha mão." da música De Onde vem a Calma, do Los Hermanos e "Você me bagunça e tumultua tudo em mim..." da música Você me Bagunça, do Teatro Mágico. Recomendo as duas bandas ♥. É isso! /feliz

Not meant to be

sábado, novembro 24, 2012

- Então... é mesmo o fim?
- Sim - ele respondeu friamente.
- Certo.
- Suas pernas estão tremendo... Tudo bem com você? Precisa de ajuda?
- Não, eu tô ótima! - Exclamei rapidamente enquanto me afastava.
- Espero que sim - ele sussurrou baixinho, mas eu ainda consegui ouvir.
Andei alguns metros sem olhar para trás até que estava longe o suficiente para desatar o nó que prendia minha garganta. Ele estava indo embora mesmo, de verdade. Meus pensamentos se misturaram e meu corpo todo começou a tremer. Um filme passava em minha mente enquanto ia para casa.

Sorrisos, tapas, mensagens, "odeio você", abraços, xingamentos, "eu te amo", músicas, choro, olhares, olhares e mais olhares! Brigas, mordidas, conversas, raiva, ajuda, indiretas, mãos entrelaçadas, beliscões, mais xingamentos... Tudo isso passava nitidamente e numa velocidade lenta em minha cabeça.

Eu sempre achei que tínhamos nascido um pro outro. Não que eu acredite nessa coisa de destino, simplesmente nos completávamos, mesmo sendo tão errados e diferentes. A verdade é que nascemos para não dar certo. Desse jeito é bem melhor.
"Algumas pessoas estão destinadas a se apaixonarem uma pela outra, mas isso não significa que elas estão destinadas a ficarem juntas." (500 days of Summer)

Heartless

terça-feira, agosto 07, 2012


"- Seria tão melhor se não tivéssemos coração, não acha?
- Com certeza! Imagine só? Não sofreríamos, seria ótimo."
Foi esse o breve diálogo que escutei ontem, enquanto voltava para casa. Não pude evitar o pensamento de como aquelas garotas eram idiotas por achar que assim seria mais fácil. Sim, idiotas. Pois olhe, para começar, se o mundo já está um caos, imagine se as pessoas não tivessem coração? Depois, sem coração, morreríamos. O que elas realmente queriam dizer é que seria bom se o nosso sistema límbico parasse de funcionar.

Do mesmo modo, falando de coração ou sistema límbico, o ponto principal é: o que nos tornaríamos se não tivéssemos a capacidade de sentir, de amar? E eu não falo de amor chatinho, obsessivo, daqueles ciumentos ou cheios de melação. Falo de amor pelo próximo, amor pelo mendigo da calçada, amor por mãe, pai, tia que pergunta dos namoradinhos, primo chato e até mesmo por criminosos. Cara, se com o coração, o cérebro e o tal do sistema límbico já é difícil pra caramba, me diga como seria possível sem eles!

O amor, quando não pede nada em troca ou quando é recíproco, não dói. Está aí o nosso grande problema, a generalização. Achar que todo amor é ruim e que todo cara é babaca. Concluindo que desse jeito, o melhor é ficar fria, sem sentir nada. Não é! É bom amar o famoso "ele" que todos nós temos, é bom abrir um sorriso de orelha à orelha só porque ele fez isso também. É bom amar a humanidade, Deus, tudo à nossa volta. O amor faz bem, afinal de contas.
OI! /feliz Quanto tempo eu não posto aqui, estava sem ideias, aí eu lembrei do que eu escutei ontem e fui escrevendo. A foto ali de cima é do meu moleskine lindo. /amor Rolou um google no negócio do sistema límbico, of course! kkkkkkkkkkkk /alegre É isso, adeus!

You're so totally my cup of tea!

terça-feira, julho 24, 2012


- Um capuccino, por favor.
- Você deveria pedir chá.
- E quem é você para dizer o que eu devo ou não pedir?
- Thiago, prazer - diz ele se sentando na frente da garota.
- Laura... Você não pode sentar aí.
- Por que? Está esperando alguém?
- Não!
- Então ficarei bem aqui.
- É que eu gostaria de ficar sozinha.
- Melhor não.
- Meu Deus, quem é você? Nos falamos por dois minutos e você já deu mais palpite do que deveria!
- Já disse, sou o Thiago. Você é meio sonsinha, não?
- Não, não sou! Tchau - diz Laura pegando os livros, a bolsa e se sentando na mesa do fundo, bem longe de Thiago. O cara, insistente para caramba, vai atrás.
- Ah não! Você não vai me deixar em paz?
- Não pretendo.
- O que você quer de mim?
- Quero que você peça um chá e tome comigo.
- Hahaha! Qual é o seu problema, hein?
- Nenhum, só quero tomar uma xícara de chá. Com você.
- Por que eu e não aquela garota ruiva ali no balcão? Olha como ela é bonita! Vai lá falar com ela!
- É que ela não tem um sorriso bonito e largo, nem um livro nas mãos como você. E aqui entre nós, não parece do tipo que gosta de chá.
- Muito menos eu! Odeio chá!
- Duvido! Por favor, vai, só um chá e eu te deixo em paz.
- Certo, uma xícara de chá e você vai embora.
Laura chama o garçom, troca o pedido e olha fixamente para Thiago.
- Por que o desejo de ficar sozinha?
- Nada de mais. Nunca se sentiu assim, com vontade de sumir por um tempo, se desligar de tudo e todos?
- Algumas vezes. Fugindo de quem?
- Ninguém!
- Livro, capuccino, lanchonete desconhecida, celular desligado... Me diz, está fugindo de quem? Ou do que?
- Fugindo de decepções... E você? Vem sempre aqui assustar as pessoas?
- Não, hoje é a primeira vez. Me sai bem?
- Nem um pouco! - diz ela dando uma risadinha abafada.
- Então por que não me conta da sua decepção?
- Sabe, nós tínhamos tudo para dar certo. Feitos um pro outro, feitos para durar. - Começa ela, desabafando com um total estranho. - Ele me fazia rir, quando o que eu mais queria era chorar. Ele era meu, em secreto, sem saber. E eu era dele, descaradamente. Mas ele era complicado e eu mais ainda. Ele não me queria, ou fingia que não, ou mentia para si mesmo. Eu queria ele, mais do que podia, com todas as forças. Aí eu percebi que quando um não quer, nada acontece. E esse "nada" dói demais, dá vontade de sumir. Foi isso.
- Engraçado.
O chá chega e eles tomam em silêncio, um olhando para a cara do outro sem saber o que dizer. Laura gosta do chá e pede outro, mas na verdade ela quer é ouvir Thiago mais um pouco. Porém o desejo não se realiza. Pagam a conta e ao sair pela porta, Thiago a segura pelo braço.
- Olha só, você devia ser feliz. Você gosta de livros e de capuccino. Você gosta de sorrisos, de conversar com estranhos e de Engenheiros do Hawaii. Seus olhos são uma mistura de verde com marrom. Você é a garota mais única que já conheci em toda a minha vida. E se ele não te quis, a culpa não é sua! Ele é o idiota que está te deixando ir. Então, faça-me o favor de arrumar esse cabelo e ir ser feliz.
Os olhos de Laura enchem-se d'água, ela o abraça bem forte e diz enquanto vai embora:
- Chá amanhã, aqui, no mesmo horário.
Texto bobinho, mas sei lá, gostei! /alegre Gosto de escrever diálogos! HAHAHA. Inspirado nessa foto aí de cima que vi antes no tumblr e achei uma graça. /piscando Hoje comprei meu moleskine lindo pra escrever as bobeiras que eu quiser e ganhei um monstrinho azul fofo demais! /amor É isso, tchau!