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Um salto do precipício

terça-feira, abril 30, 2013

"- Não solta da minha mão - eu disse para ele. Ele deu um sorriso debochado e respondeu:
- Larga de ser medrosa! É só uma roda gigante e estamos parados. Abre os olhos vai, vê como é linda a cidade daqui de cima.
- Não quero. Eu vou cair.
Apertei mais ainda sua mão, enquanto ele ria do meu pânico de altura. Minha curiosidade venceu o medo e eu abri um dos olhos. Realmente, a cidade era mais bonita dali. Abri o outro olho e vi lá em baixo um festival de luzes, pessoas do tamanho de formigas andando tranquilas pela beira da praia. O banco onde estávamos deu uma leve balançada e eu fechei os olhos rapidamente. Ele colocou os braços ao redor da minha cintura e sussurou:
- Eu estou aqui. Pode abrir, eu te seguro."
Abri novamente os olhos. Era incrível a confiança que aquela voz me passava. Ele poderia dizer "Pula daqui que eu prometo te segurar" e eu faria sem medo algum. Eu era uma idiota por me sentir assim. Por amá-lo mais do que o necessário. Por sentir todos aqueles arrepios quando estávamos juntos.

Maior do que o medo de altura, era meu medo de me apaixonar. Relacionamentos sempre me apavoraram. Durante toda a vida, a um mero sinal de maior proximidade, intimidade ou algo mais forte do que um simples "gostar", eu logo fugia. Sentir nojo de alguém só porque eu começara a conhecê-la mais profundamente era extremamente comum até que ele apareceu e me bagunçou. Ele tumultuou tudo dentro de mim, confundiu minha cabeça, os meus medos, os meus sentimentos, os meus sonhos, a minha vida.

Não tenho certeza se isso foi bom. Eu saltei de ponta-cabeça e bem, eu não sei se ele vai estar lá para me segurar. Nada é certo na vida, nem mesmo ela própria, mas foi um risco que eu escolhi correr. Por ele, por mim, por todas as borboletas no meu estômago, por tudo que podemos ser. E seremos, eu espero.
Bem, textinho meloso inspirado na frase "Não solta da minha mão." da música De Onde vem a Calma, do Los Hermanos e "Você me bagunça e tumultua tudo em mim..." da música Você me Bagunça, do Teatro Mágico. Recomendo as duas bandas ♥. É isso! /feliz

Revenge

segunda-feira, julho 16, 2012

"- Acorda, levanta dessa cama e vai lá se vingar.
- Não, melhor ficar aqui, dormindo. Tá tão frio! E eu nem ouvi nada, não preciso ir.
- Caramba, vai ser divertido! Anda logo.
- Só mais cinco minutinhos de sono!" (Consciência)

- Vamos? Já são 4:30, tá na hora.
- A gente vai mesmo?
- Sim! Todo mundo já levantou, estão lá fora.
- Certo.

Levantei cambaleando, o escuro me deixava totalmente sem equilíbrio, peguei a coberta, calcei os chinelos e fui com todas as outras garotas me vingar pelo despertador implantado na nossa "casa", na noite anterior. Era mais um daqueles atos do tipo "mexeu com uma, mexeu com todas" e lá estávamos nós: seis garotas, enroladas nas cobertas, com panelas de alumínio e colheres nas mãos, caminhando no escuro em direção ao alojamento dos caras. Foi divertido, confesso.

Depois de muitas batidas em panelas, gritaria, futebol na madrugada e acordar todos os homens ao redor, voltamos para a casa. Esperamos uma meia hora e repetimos a cena. Às seis horas da manhã, nos sentamos todas juntas e vimos o sol nascer.
Resolvi transformar meus dias em crônicas pra deixar registrado aqui!/feliz Isso aí realmente aconteceu num acampamento da igreja uns meses atrás e mais tarde, no mesmo dia, todas nós fomos jogadas na piscina como consequência! hahaha /virado É isso que tem pra hoje por enquanto, tchauu!