Not meant to be

sábado, novembro 24, 2012

- Então... é mesmo o fim?
- Sim - ele respondeu friamente.
- Certo.
- Suas pernas estão tremendo... Tudo bem com você? Precisa de ajuda?
- Não, eu tô ótima! - Exclamei rapidamente enquanto me afastava.
- Espero que sim - ele sussurrou baixinho, mas eu ainda consegui ouvir.
Andei alguns metros sem olhar para trás até que estava longe o suficiente para desatar o nó que prendia minha garganta. Ele estava indo embora mesmo, de verdade. Meus pensamentos se misturaram e meu corpo todo começou a tremer. Um filme passava em minha mente enquanto ia para casa.

Sorrisos, tapas, mensagens, "odeio você", abraços, xingamentos, "eu te amo", músicas, choro, olhares, olhares e mais olhares! Brigas, mordidas, conversas, raiva, ajuda, indiretas, mãos entrelaçadas, beliscões, mais xingamentos... Tudo isso passava nitidamente e numa velocidade lenta em minha cabeça.

Eu sempre achei que tínhamos nascido um pro outro. Não que eu acredite nessa coisa de destino, simplesmente nos completávamos, mesmo sendo tão errados e diferentes. A verdade é que nascemos para não dar certo. Desse jeito é bem melhor.
"Algumas pessoas estão destinadas a se apaixonarem uma pela outra, mas isso não significa que elas estão destinadas a ficarem juntas." (500 days of Summer)

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