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De janeiro a janeiro

quinta-feira, abril 24, 2014


Como uma vela de aniversário que insiste em acender mesmo depois de três sopros e um pedido. Como aquela porta que insiste em se abrir com o vento mesmo depois de você ter batido com toda a força. É assim o que eu sinto; insisto em vão na tentativa de acabar com algo que simplesmente não vai embora. Tentando achar falhas nessa ideia estúpida do "nós", colocando todo tipo de defeito em mim e em você, resgatando o passado e fazendo ele atrapalhar o presente. Fugindo, evitando, amontoando um monte de pensamentos avulsos por cima daquele que revira o meu estômago: você.

Outra vez, eu tive que fugir, eu tive que correr pra não me entregar. Covarde, eu sei. Mas você não pode nem cogitar toda a confusão que passa pela minha cabeça agora, todo o tipo de sentimento que invade o meu coração à noite. Evitar toda essa bagunça que é você e te poupar da minha, acredite, é a melhor opção. Eu poderia lutar por nós, mas de que adiantaria? Eu já magoei tantas pessoas e você não precisa ser mais uma delas. Eu não preciso de mais uma pessoa virando as costas e indo embora da minha vida sem ao menos olhar para trás.

Não precisamos um do outro. Não precisamos nem começar essa história, porque sabemos que ela não é nossa. Precisamos de distância e menos sorrisos. Definitivamente, sorrir a cada segundo que eu olho para você não está ajudando em nada. Sem contato, por favor. Sem troca de olhares, sem essa cumplicidade babaca. Somos estranhos que nunca se conheceram, somos duas pessoas passando ao lado uma da outra na rua sem ter noção do quanto têm em comum, do quanto se entendem. Somos eu, depois você. Nada de "eu e você". Nada de abraços. Estranhos não se abraçam. Um aperto de mão é o suficiente ou um aceno com a cabeça, porque eu não quero metades. Eu quero o tudo ou nada.

E é com o coração pesado e ao som de Nando Reis que eu me despeço de você. Pra sempre? Ah fala sério, isso não existe. Por um tempo, até que as estrelas e os planetas se alinhem, ou se você não acredita em nada disso assim como eu, até que os nossos problemas se resolvam, até que as barreiras caiam por terra - as minhas barreiras que eu construí para me poupar de todo esse sofrimento e todo tipo de felicidade. Até que tudo isso comece a fazer sentido.
"O meu amor não será passageiro, te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar."

To Do List: Love Yourself

terça-feira, dezembro 10, 2013


"O segredo não correr atrás das borboletas.
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!" (Mario Quintana)

Se ame. Se ame muito. Eu sei que parece aquelas frases clichês de livros de auto-ajuda, mas eu tô falando sério. Se você - que se conhece melhor do que ninguém - não se amar, quem vai? Sabe aquela maniazinha chata que você tem de organizar as coisas? Sabe aqueles defeitinhos que você esconde de todo mundo? Sabe todas aquelas neuras e problemas da sua cabeça? Ama isso aí também. Se ame por inteiro, com tudo que você tem e é.

Eu não sou a melhor pessoal pra falar de self-love, mas posso contar a minha experiência. Por muito tempo eu me julguei inferior a todo mundo. Por muito tempo eu busquei e batalhei por amor e aprovação. De uns tempos pra cá eu decidi simplificar as coisas. Decidi aceitar que eu tenho sim, um montão de defeitos, mas também tenho qualidades. Eu sou única. Só tem uma Elisa Mucida nesse mundo e olha só, ela tem um milhão de problemas. Ela tem um monte de minhoca na cabeça, fala besteira o tempo todo e comete dois erros para cada passo que dá. Ela também acerta de vez em quando e tem um coração enorme, mesmo que pareça duro às vezes. Nada disso me faz pior ou melhor do que alguém. Me faz diferente.

Eu não preciso correr atrás de alguém e implorar por amor. A única coisa que eu posso fazer é mostrar essa bagunça que eu sou e quem gosta, fica. Amor não se implora. Amizade, carinho, felicidade. Nada disso vem até a gente forçando a barra, rastejando, se humilhando. Então, se você chegou até aqui e ainda não morreu de tédio (/piscando), escuta lê só mais uma coisa: aproveita a vida, aproveita tudo de bom que você tem, use as coisas ruins para crescer, se goste, se cuide, cuide de quem você ama e relaxa, porque o que é seu um dia chega no destinatário direitinho, sem defeito ou embalagem violada, viu? rs. /feliz

O meu vestido favorito

sexta-feira, setembro 28, 2012

Hoje eu peguei o meu vestido favorito e decidi ser um pouquinho mais feliz. Esses dias foram difíceis, sabe? Eu fiz de tudo para dar certo, usei todas as minhas forças e desistir nunca foi uma opção. Mas as coisas mudam, ou melhor, a gente muda. E qual é a graça se não mudar?

Quando dizia que ia embora da tua vida e te virava a cara, eu só queria que tu parasse para me escutar. Mas dessa vez não vale a pena. Não vou me despedir, ou você me puxa de volta com teu sorriso estúpido e perfeito. Não quero mais cuidar de ti. Chega cara, na hora do ponto final!

Então a gente se vê por aí, sem briga, sem erros, sem complicações. Nem amigos, nem nada, só conhecidos. Nos cumprimentamos com um sorriso de canto e eu finjo que nunca te escrevi.
Oi caras! Como vão? Hoje eu estava para baixo, então fui tirar fotos! /lingua Depois da foto, saiu o texto e me deixou mais feliz /feliz, porque tentei escrever algo que prestasse o dia inteiro, e não saiu nadinha! /envergonhado É isso, tchau, bom final de semana para nós! /amor

You're so totally my cup of tea!

terça-feira, julho 24, 2012


- Um capuccino, por favor.
- Você deveria pedir chá.
- E quem é você para dizer o que eu devo ou não pedir?
- Thiago, prazer - diz ele se sentando na frente da garota.
- Laura... Você não pode sentar aí.
- Por que? Está esperando alguém?
- Não!
- Então ficarei bem aqui.
- É que eu gostaria de ficar sozinha.
- Melhor não.
- Meu Deus, quem é você? Nos falamos por dois minutos e você já deu mais palpite do que deveria!
- Já disse, sou o Thiago. Você é meio sonsinha, não?
- Não, não sou! Tchau - diz Laura pegando os livros, a bolsa e se sentando na mesa do fundo, bem longe de Thiago. O cara, insistente para caramba, vai atrás.
- Ah não! Você não vai me deixar em paz?
- Não pretendo.
- O que você quer de mim?
- Quero que você peça um chá e tome comigo.
- Hahaha! Qual é o seu problema, hein?
- Nenhum, só quero tomar uma xícara de chá. Com você.
- Por que eu e não aquela garota ruiva ali no balcão? Olha como ela é bonita! Vai lá falar com ela!
- É que ela não tem um sorriso bonito e largo, nem um livro nas mãos como você. E aqui entre nós, não parece do tipo que gosta de chá.
- Muito menos eu! Odeio chá!
- Duvido! Por favor, vai, só um chá e eu te deixo em paz.
- Certo, uma xícara de chá e você vai embora.
Laura chama o garçom, troca o pedido e olha fixamente para Thiago.
- Por que o desejo de ficar sozinha?
- Nada de mais. Nunca se sentiu assim, com vontade de sumir por um tempo, se desligar de tudo e todos?
- Algumas vezes. Fugindo de quem?
- Ninguém!
- Livro, capuccino, lanchonete desconhecida, celular desligado... Me diz, está fugindo de quem? Ou do que?
- Fugindo de decepções... E você? Vem sempre aqui assustar as pessoas?
- Não, hoje é a primeira vez. Me sai bem?
- Nem um pouco! - diz ela dando uma risadinha abafada.
- Então por que não me conta da sua decepção?
- Sabe, nós tínhamos tudo para dar certo. Feitos um pro outro, feitos para durar. - Começa ela, desabafando com um total estranho. - Ele me fazia rir, quando o que eu mais queria era chorar. Ele era meu, em secreto, sem saber. E eu era dele, descaradamente. Mas ele era complicado e eu mais ainda. Ele não me queria, ou fingia que não, ou mentia para si mesmo. Eu queria ele, mais do que podia, com todas as forças. Aí eu percebi que quando um não quer, nada acontece. E esse "nada" dói demais, dá vontade de sumir. Foi isso.
- Engraçado.
O chá chega e eles tomam em silêncio, um olhando para a cara do outro sem saber o que dizer. Laura gosta do chá e pede outro, mas na verdade ela quer é ouvir Thiago mais um pouco. Porém o desejo não se realiza. Pagam a conta e ao sair pela porta, Thiago a segura pelo braço.
- Olha só, você devia ser feliz. Você gosta de livros e de capuccino. Você gosta de sorrisos, de conversar com estranhos e de Engenheiros do Hawaii. Seus olhos são uma mistura de verde com marrom. Você é a garota mais única que já conheci em toda a minha vida. E se ele não te quis, a culpa não é sua! Ele é o idiota que está te deixando ir. Então, faça-me o favor de arrumar esse cabelo e ir ser feliz.
Os olhos de Laura enchem-se d'água, ela o abraça bem forte e diz enquanto vai embora:
- Chá amanhã, aqui, no mesmo horário.
Texto bobinho, mas sei lá, gostei! /alegre Gosto de escrever diálogos! HAHAHA. Inspirado nessa foto aí de cima que vi antes no tumblr e achei uma graça. /piscando Hoje comprei meu moleskine lindo pra escrever as bobeiras que eu quiser e ganhei um monstrinho azul fofo demais! /amor É isso, tchau!

Sossego

sábado, julho 21, 2012

"Quem me dá sossego, também tira meu sossego. Quem tem meu tempo, também invade o meu sono. E quem têm minha verdade, sabe que na verdade eu queria estar com você. Você estando bem, está tudo bem."

É engraçado como certas pessoas tomam conta da nossa vida. Sem querer e sem perceber, a pessoa está lá, nos seus pensamentos, nos seus sonhos, numa música que você escuta, numa frase que você lê, no texto que você escreve. Quanta estupidez entregar o controle da sua vida para alguém desse jeito, não? Burrice tamanha!

Às vezes dói, às vezes te coloca o sorriso mais bobo e puro no rosto! Dá uma vontade enorme de desistir e, pelo mínimo detalhe, dá vontade de lutar com todas as forças restantes. É difícil e ao mesmo tempo tão simples!

Sabe, eu espero que passe. Espero que você passe por aqui e fique para sempre, quem sabe? Ou por um tempo longo. Espero que você arrisque por mim, por nós. Espero, suspiro, sonho. Um dia cê vem e me traz sossego? Promete?
Não quis fazer post para o dia dos amigos, simplesmente porque eu já demonstrei o meu carinho por rede social e fora dela também, e me ferrei. /triste Enfim, o trecho ali de cima é da música "Dez - Seu Cuca", lindja demais, recomendo. /virado É isso, tchau!

Medinhos

quinta-feira, julho 19, 2012


Sou medrosa. Tenho medo das consequências de tudo. Tenho medo de arriscar e não dar certo. Eu tenho medo do arrependimento, de ficar com aquele sentimento de "não devia ter feito isso" ou até mesmo "poxa, devia ter feito aquilo". Tenho medo de perder as pessoas que eu amo, no sentido de ter que viver sem, ver na rua e não falar, não ganhar um abraço apertado.

Sabe do que eu mais tenho medo? De viver a vida de jeito monótono, chato. Tenho vontade de fazer umas loucuras de vez em quando, sair na rua dando bom dia para todo mundo, abraçar quem eu quero sem medo de parecer grudenta, saltar de paraquedas, andar numa montanha-russa com toda essa fobia de altura, aprender a tocar violão, pintar o cabelo de ruivo.

Quando eu paro para pensar, os melhores momentos da minha vida foram consequências de doideiras assim sabe? Pequenas, simples, bobas, mas tão difíceis para mim! E isso dá vontade de fazer de novo, e de novo, e de novo. Vontade de esquecer o amanhã, as consequências, as opiniões contrárias e me divertir, viver cada dia de uma vez, ao pouquinhos.
OOOOOOOI! Hoje fui numa exposição linda do Caravaggio e do Giorgio de Chirico aqui em Belo Horizonte, na Casa Fiat de Cultura, curti muito! /feliz Fiz umas compras lindas e assim que chegar eu mostro aqui hihihi. Textinho besta, mas muito verdadeiro! É isso, depois eu posto mais. Tchauuu! /envergonhado