To Do List: Love Yourself

terça-feira, dezembro 10, 2013


"O segredo não correr atrás das borboletas.
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!" (Mario Quintana)

Se ame. Se ame muito. Eu sei que parece aquelas frases clichês de livros de auto-ajuda, mas eu tô falando sério. Se você - que se conhece melhor do que ninguém - não se amar, quem vai? Sabe aquela maniazinha chata que você tem de organizar as coisas? Sabe aqueles defeitinhos que você esconde de todo mundo? Sabe todas aquelas neuras e problemas da sua cabeça? Ama isso aí também. Se ame por inteiro, com tudo que você tem e é.

Eu não sou a melhor pessoal pra falar de self-love, mas posso contar a minha experiência. Por muito tempo eu me julguei inferior a todo mundo. Por muito tempo eu busquei e batalhei por amor e aprovação. De uns tempos pra cá eu decidi simplificar as coisas. Decidi aceitar que eu tenho sim, um montão de defeitos, mas também tenho qualidades. Eu sou única. Só tem uma Elisa Mucida nesse mundo e olha só, ela tem um milhão de problemas. Ela tem um monte de minhoca na cabeça, fala besteira o tempo todo e comete dois erros para cada passo que dá. Ela também acerta de vez em quando e tem um coração enorme, mesmo que pareça duro às vezes. Nada disso me faz pior ou melhor do que alguém. Me faz diferente.

Eu não preciso correr atrás de alguém e implorar por amor. A única coisa que eu posso fazer é mostrar essa bagunça que eu sou e quem gosta, fica. Amor não se implora. Amizade, carinho, felicidade. Nada disso vem até a gente forçando a barra, rastejando, se humilhando. Então, se você chegou até aqui e ainda não morreu de tédio (/piscando), escuta lê só mais uma coisa: aproveita a vida, aproveita tudo de bom que você tem, use as coisas ruins para crescer, se goste, se cuide, cuide de quem você ama e relaxa, porque o que é seu um dia chega no destinatário direitinho, sem defeito ou embalagem violada, viu? rs. /feliz

Morada

quinta-feira, dezembro 05, 2013


Me desculpa. É, eu tô te implorando por perdão. Eu fiz de novo. Eu me deixei levar. Eu me entreguei de novo. Do mesmo jeito estúpido de sempre. Eu não consigo, não tenho forças. Sou uma covarde, não sei brincar de desapegada, desligada do mundo. Eu não sou como essas pessoas que se amam por uns segundos e depois tchau. Peraí, tchau? Mas mal deu tempo de dizer oi!

E não me venha com essa história de carência. Eu sou verdadeiramente feliz e completa com quem está do meu lado. O problema é que eu não gosto de deixar ninguém partir. Ei, cara, por que cê já tá indo embora? Olha a casa de novo. Você reparou o cafézinho em cima da mesa? Qual é o problema? O que tem de errado com a sala? Por que ninguém se senta no sofá e fica? Não precisa ser pela eternidade, sabe? Pode ser até a novela das 9 acabar.

Ou quem sabe por uns meses? Quando o café ficar frio, amargo e sem graça, aí você vai, tudo bem? Faz esse trato comigo. Faz alguma coisa. Me dá alguma resposta. Me diz porque você tá indo embora agora. Me conta o que tem de errado comigo, com essa droga de casa. Você foi no quarto, é isso? Viu a bagunça que eu faço, viu todos os meus sentimentos espalhados e misturados. Foi isso não foi? Ah, droga!

Ou você descobriu outro lugar pra ficar? Pode dizer, eu aguento. A vizinhança toda já sabe que eu não sou o melhor lugar pra se hospedar. Só me diz o que foi. O que tá passando na sua cabeça, na sua vida. Me deixa te conhecer. Sem pretensões, eu juro. Eu preciso disso pra acalmar a minha mente.

Pular de cabeça nesse precipício nunca foi uma opção. Eu tenho fobia de altura. Eu não vou pular. Eu não vou me arrebentar por inteiro quando chegar no fim. Então, olha só, eu acho melhor fechar as portas desse lugar antes que as coisas piorem. E eu preciso que você saia. De vez.