
Era noite. As estrelas dançavam no céu negro iluminando a praia logo abaixo. A brisa fria e salgada serpenteava entre os meus cabelos, enquanto as ondas do mar molhavam as pontinhas dos meus dedos do pé. Minha velha amiga sentava-se na areia ao meu lado, apertando lentamente meu coração. Eu quase conseguia senti-lo sendo esmagado por suas mãos delicadas.
Um bom tempo havia se passado desde que eu estava ali, era hora de ir para casa. Me levantei melancólica, tirei a areia das roupas e ao me virar jurei tê-lo visto. A alguns metros de distância, num lugar mal iluminado, eu pude distinguir: o cabelo preto, os braços que transmitiam segurança e paz e o sorriso. Ah, aquele sorriso! As covinhas à mostra, os olhos apertadinhos que prendiam os meus. Tive vontade de correr ao seu encontro, mas minhas pernas tomaram a direção contrária. Era a decisão certa e dolorida a se tomar. Até que eu acordei.
Era madrugada e não tinha uma estrela sequer no céu. Não tinha brisa. Não tinha mar, nem a calmaria das ondas para cessar meu pranto. Não tinha mais nenhum vislumbre dele. Nem mesmo uma sombra com o formato do seu corpo. Ou alguma voz rouca que se assemelhasse à dele. Tudo o que tinha era solidão. Escuridão e a velha saudade.
E esse é o primeiro post de 2013, diretamente de Viçosa. Me mudei pra cá faz 20 dias, as coisas ainda vão se ajeitar, eu espero. Agora, voltemos a estudar. "Just know, wherever you go, you can always come back home."



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